A CIDADE 

O município de Lontra está localizado região Norte de Minas Gerais, a uma distância aproximada de 450 km da capital mineira Belo Horizonte, a 104 km de Montes Claros e é atravessada pela MG – 135. Segundo dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010, o município contava com aproximadamente 8.400 habitantes e uma área pouco maior que 258 km². Agora em 2016 o número deve ser superior a 9.000 habitantes.

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Visão aérea de Lontra, região central. Ano 2009.  (Fonte. Google Imagens.)

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Representação da região norte no mapa de Minas. (Fonte – Google Imagens)

 

CLIMA 

Lontra é conhecida pelo seu clima quente e seco, com baixa umidade do ar, detalhes que são característicos de seu bioma que é o Cerrado. Na maior parte do ano a temperatura média gira em torno dos 35 ºC. O período de estiagem da região é prolongado, no entanto, as chuvas geralmente são abundantes e permitem que os pequenos agricultores locais trabalhem com o plantio e colham suas lavouras, essas chuvas também ajudam na pecuária local, pois umedecem e resfriam o solo, permitindo o crescimento da vegetação rasteira que alimenta o gado, melhorando a produção de leite e carne, além de ser um grande alento para a população tornando as temperaturas mais amenas e o ambiente mais agradável.

 

BIOMA E VEGETAÇÃO

O bioma Norte Mineiro é o Cerrado, que tem como principais características o clima quente e seco na maior parte do ano. O período de estiagem é longo, mas suas chuvas são abundantes apesar de ocorrerem em um curto período. As chuvas em Lontra ocorrem em diferentes épocas do ano. A vegetação é formada por alguns tipos de gramíneas, e árvores que costumam ser distantes umas das outras, possuem galhos e troncos retorcidos, com casca e folhagem grossas. A maioria dessas árvores é de médio ou pequeno porte, mas também existem grandes arvores, como a Gameleira que pode passar dos 15 metros de altura.

Gramíneas: São uma família de plantas com folhas semelhantes a lâminas. A maioria tem caules ocos e muitas raízes ramificadas. A grama verde encontrada nos jardins, as que crescem em descampados, os cereais e os bambus, todos pertencem à família das gramíneas.

Alguns exemplos de Gramíneas.

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(Fonte – Google Imagens)

 

FLORA:

Nosso bioma, apesar de seco, oferece uma das faunas e floras mais ricas do planeta. O número de espécies de animais, plantas e frutas surpreende pela sua variedade. Existem frutos que são típicos da região que geram emprego e renda. O mais conhecido e comercializado é o Pequi. O fruto existe em abundância aos redores da cidade e movimenta o comercio local durante e até um tempo depois de sua colheita, aquecendo a economia no período entre novembro e fevereiro que é quando ocorre sua safra. O Pequi é 100% aproveitado, desde de sua casca, que pode servir de adubo para a terra, até a sua castanha, que pode ser usado em fornos substituindo o carvão ou a lenha. O fruto só estará apropriado para o consumo após cair naturalmente da árvore. O Pequi é comercializado principalmente em conservas, o fruto isolado, vendido em feiras ou por ambulantes, e em forma de gordura que é muito utilizada na composição culinária. O uso mais comum do pequi é no típico prato “Arroz com Pequi”, um dos mais famosos da culinária Norte Mineira.  No entanto não é só o Pequi que traz riqueza para a cidade. Nossa região conta com uma infinidade de frutas. Outros exemplos são o Jatobá, Umbu ou Imbu, Cagaita, Panã ou Araticum, Pitomba, Buriti (muito usado na a produção de doces e picolés), Mangaba, Macaúba, entre vários outros. Com tamanha diversidade, podemos dizer que Lontra e privilegiada por fazer parte de um bioma tão rico. Nossas árvores, tanto as frutíferas quanto as não frutíferas, possuem um mesmo aspecto, tendo galhos e troncos retorcidos, raízes profundas e cascas e folhagem grossas. Segundo Batista (2016) numa matéria da revista “Mundo Estranho”,  esse aspecto funciona como ferramenta de proteção contra a morte da própria planta em casos de queimadas, fenômeno comum na região devido aos raios, geralmente crescem distantes umas das outras e sua folhagem é densa a maior parte do ano. Batista (2016) afirma também que o súber é um tecido formado por células mortas e que envolve troncos e galhos. Ele é interpretado como uma característica de adaptação ao fogo atuando como isolante térmico, o súber impede que as altas temperaturas das chamas cheguem até os tecidos vivos mais internos de seus caules, deixando a árvore protegida, raízes e outras estruturas internas ao solo, como tubérculos, são muito bem desenvolvidas nas plantas do Cerrado, em parte para buscar água em lençóis até 20 m abaixo da superfície. Com isso, a vegetação pode rebrotar com rapidez após intempéries climáticas, como o fogo e estiagem prolongada, por exemplo. Algumas imagens de arvores encontradas em nossa região são:

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Pequizeiro.                                                        Flor do Pequizeiro.                       Fruto Pequi.                            Castanha do Pequi.

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Jatobazeiro                                                         Flor do Jatobazeiro                                       Fruto Jatobá

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Umbuzeiro                                                               Flor do Umbuzeiro                                             Fruto Umbu

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Buritizeiro                                   Fruto Buriti

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Pitombeira                                                  Fruta Pitomba                                                                Flor da Pitomba

 

Arvores não frutíferas:

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Flamboyant vermelho

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Flor do Flamboyant

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Gameleira

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Jacarandá-do-cerrado

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Flor do Jacarandá-do-cerrado

Ipê branco

Cega-machado

Paineira

Fauna

Devido à sua situação geográfica, o Cerrado funciona como elo com outros biomas como a Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal e a Caatinga. Isso faz com que o Cerrado compartilhe espécies com os demais biomas, tornando-se um local de alta diversidade, a ponto de ser considerado a savana mais rica em biodiversidade do planeta. O Cerrado abriga um grande número de espécies animais. Mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes fazem parte das cerca de 2.500 espécies de vertebrados identificados e que vivem no bioma. Isso sem contar os insetos, que têm papel fundamental na ecologia, mas que ainda são pouco conhecidos pela ciência. Espécies ameaçadas como a onça-pintada, o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre, entre outras, ainda têm populações significativas no Cerrado, reafirmando sua importância como ambiente natural. Todavia, espécies exclusivas do Cerrado, como o tamanduá-bandeira, estão na lista dos animais brasileiros ameaçados de extinção. Ao todo, 65 espécies do Cerrado encontram-se em situação semelhante.

Alguns animais que ainda são encontrados nas proximidades de Lontra:

Jandaia

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Periquito Maracanã

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Pássaro Preto

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Bem Te Vi

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Sabiá

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Tatu Peba

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Teiú

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Saruê

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Lontra

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Como pudemos ver, a geografia de Lontra vai muito além do clima quente e do sol intenso. A beleza da nossa geografia, agrada aos olhos com nossos vales, morros e montanhas, a beleza das arvores e suas flores. Agrada ao paladar com o sabor de cada fruto. Aos ouvidos com canto de cada ave, e o som das águas que correm o seu leito. Agrada a alma, com a paz que se vive. O calor é intenso e amor que cada um de nós temos por nossa terra é ainda maior. O prazer que nossa gente tem de viver e amar esse pedacinho desse tão amado estado, o orgulho de ser de Minas, de ser lontrense, é tão vivo quanto a vida que nasce e se renova no Cerrado Norte Mineiro.

 

 

 

REFERÊNCIAS:

BAPTISTA, Lucas. Porque as arvores do cerrado possuem troncos tortuosos?. 2016. Disponível em:<http://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/por-que-as-arvores-do-cerrado-possuem-troncos-tortuosos/> Acesso em 28 Out 2016.

Fonte das imagens. Google Imagens.